sábado, 13 de janeiro de 2018

Masculinidades - algumas reflexões

O desenho acima publicado pelo artista Song Inkollo essa semana me trouxe à cabeça alguns questionamentos.

Como comentei em um post no mês passado, Song retrata a vida cotidiana dele e do seu namorado Joe por meio de um projeto artístico chamado "Daily Life of a Gay Couple"

Eu já conheço um pouco da dinâmica do casal a partir do que nos é "revelado" pelas tirinhas de humor que ele publica toda semana. A partir disso, sabemos que Joe é o cara estilo "grandão", forte, musculoso, que curte muito uma maromba, whisky e Star Wars. Song, por sua vez, é o cara mais intelectual, artista, magrelo, sensível e fã de mangás japoneses. 

E o "interessante" é que a partir disso, nós meio que automaticamente tendemos a atribuir algumas "consequências". Você vendo uma foto como esta poderia pensar quase que de maneira instantânea: 'O grandão é o ativo, é forte, destemido e confiante. O magrinho é o passivo, sensível, quase feminino. O grandão domina a relação e o magrinho é como seu servo obediente.'

Já parou pra pensar que nada pode ser mais equivocado do que isso? Já parou pra pensar como ficamos condicionados a alguns modelos mentais que não necessariamente refletem a realidade e que nos limitam enquanto seres humanos?

Na realidade, Joe é o cara que curte ser passivo na relação deles dois e o Song curte ser o ativo. E eles estão muito bem assim, funciona muito bem pros dois, a vida sexual deles parece ser extremamente satisfatória. O Song problematizou isso uma vez numa das tiras, de como é limitante pensar que só porque um cara é grande, forte, musculoso ele necessariamente vai ser ativo (isso vale também para fetiches que muitos tem com caras negros fortes). 

Ele usou uma expressão em inglês bem interessante - bottom shaming - algo como "vergonha por ser passivo", dizendo ser algo muito comum entre os gays e que não entendia porque ser passivo era visto como algo negativo, de demérito para um homem. Para ele, ativo e passivo deveriam ser vistos da mesma forma que outras características e desejos nossos, sem valoração (no que concordo plenamente).


Na hora da transa é o Song quem conduz, quem vai pra cima do Joe e mete forte nele (sim, o cara magrelo, sensível e que faz desenhos). O Joe fica completamente entregue, usufruindo de todo o prazer proporcionado pelo seu dedicado parceiro.  

Por outro lado, o Song também tem seus momentos de entrega, onde fica abraçado com Joe que, com aquele tamanho todo, praticamente "fagocita" o Song, hehehe...


E o Joe, da mesma forma, tem seus momentos de tristeza e não se importa nem um pouco em chorar (e claro, o amado está ao lado para consolá-lo).



O que quero dizer com tudo isso?

Basicamente que precisamos abandonar de uma vez por todas estes estereótipos equivocados do que é ser homem, do que é ser masculino, de que homens não podem ser sensíveis, vulneráveis ou se entregar a um parceiro (seja ele outro homem, uma mulher ou ambos). Isso vale tanto para os homens héteros como para os gays. 

Especialmente numa relação estável como é a deles, já não há mais espaço para este tipo de máscara ou de defesa. Eles confiam um no outro, sabem que podem expressar seus desejos, necessidades, carências e tristezas. 

Puxa, isso é tão importante né? Um parceiro que se preocupa e que busca reconhecer isso no outro... e claro, é importante que a gente também saiba comunicar isso (o outro não tem bola de cristal pra adivinhar, né?).

Voltando à foto em questão, achei bacana por mostrar o Song sendo pego no colo pelo Joe (algo que fazem muito conosco quando somos crianças... e que, a princípio traz um pouco essa sensação de vulnerabilidade, de "estar sendo conduzido" por outrem). Particularmente, me deixa no coração uma mensagem de leveza, de que você pode se entregar a alguém, que pode se sentir cuidado, acolhido e amado [e fazer o mesmo por alguém]. 

Bjs a tod@s!!!!

PS: Se você curte essa discussão e quiser ler um pouco mais sobre ela, pode acessar esses outros textos aqui aqui e aqui

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

a Pool Party de 1o de janeiro

Já tá louca, bebendo
Tão solta, envolvendo, eu tô vendo
Não para, não
(Vai, Malandra. Anitta)

O beijo é uma instituição. E mais. É uma instituição genuinamente brasileira. 

2018 começou me mostrando isso muito claramente, ao som da onipresente "Vai Malandra" (definitivamente a música do Ano Novo e muito provavelmente será também a do Carnaval). 

Este foi o 1o reveillon que passei no Rio de Janeiro. Na verdade, o 2o , mas o 1o foi tão trágico que prefiro nem contabilizar (se um dia tiver ânimo conto essa história em outro post - foi com meu 1o namorado, completamente enrustido e homofóbico internalizado).

Eu e meus amigos já tínhamos vindo de duas festas pesadas e intensas da TW. A virada foi vendo os fogos em Copa, bem tranquilinho. Daí eu estava na praia na manhã do dia 1o, meio que pensativo na vida, no ano que iria começar, em algumas pendências que eu queria que definitivamente ficassem em 2017. 

E tínhamos planejado ir à Pool Party que já é tradicional na cidade, que rola num parque aquático pra lá da Barra (looonge).


Eu confesso que não queria ir. Estava desanimado, cansado e já tinha curtido o bastante nas duas festas anteriores. Então, teoricamente, meus objetivos para esta viagem tinham sido satisfatoriamente atingidos. 

Sabe aquele momento crucial em que vc precisa decidir? Vou ou não vou? E se não for, tem de negociar com os amigos ou até arrumar alguma desculpa. 

O pior é que eu fiquei com um pouco de preguiça de fazer essa negociação. O Mário e o namorado iam ficar chateados e certamente ia ficar um climão. Então eu respirei fundo e pensei: 'vai passar rápido, você dá conta...' e lembrei que, como iríamos de transfer, eu poderia voltar a qualquer hora, saindo à francesa. 

E são aquelas duas lições de que já falei bastante aqui: para cada escolha, há ônus e bônus. E que na grande maioria das vezes, vale a pena arriscar, buscar o 'ainda não conhecido' (ao invés de ficar inerte em um lugar confortável que você já conhece - e onde tende a não acontecer nada de interessante). 

Cheguei tranquilo na pool e de cara já me espantei com o tanto de viado que tinha lá... às vezes é difícil acreditar hehehehe... uma piscina imensa, aquelas hordas de gays de sungas, dançando... no Brasil essa foi a 1a pool que fui. Já tinha ido em uma na Europa, mas bem menor. 

Cheguei também sem expectativas. Já tinha beijado nas festas anteriores o suficiente pro mês inteiro. E não tava procurando. Fiquei quieto com os amigos dançando e bebendo uma cerveja de leve. 

Foi escurecendo, o calor arrefecendo e... incrível... o clima da festa foi mudando... A noite deve exercer alguma influência, porque eu sinto essa mudança de forma muito clara. Eu comecei a entrar 'no espírito' da festa e as coisas começaram a ficar mais interessantes.


Eu percebi isso porque comecei a olhar pros lados num claro movimento de paquera. Olhei pra um loiro alto que parecia gringo, ele ficou retribuindo meus olhares... e um tempo depois, veio falar comigo. 

Eles eram dois, na verdade. Um casal internacional morando em SP (como não os havia conhecido antes? hahaha). Um canadense e um mexicano. E estavam com outros amigos mexicanos que haviam vindo ao Brasil pela 1a vez, incluindo um casal de garotas.

Eu dei um beijo de leve nos dois, mas acho que não empolgou muito. A garota ainda me deu um selinho, depois chegou a namorada e também se apresentou.

Na sequência chegou outro amigo deles (que na verdade eu já tinha visto e batido o olho)... e aí sim... Eu me apresentei, confiante, e comecei a conversar (como eu queria ser sempre assim, confiante e certeiro na abordagem!). Ele retribuiu minha conversa, meu sorriso e minha proximidade... e nos beijamos... um beijo intenso, porém tranquilo e cadenciado.


A partir daí colega, eu meio que fui abduzido para uma bolha de energia, carinho e bem querer com aquele grupo... as meninas eram super carinhosas e amorosas e todos entramos nessa vibe linda de se sentir!

E eu encontrei o meu ponto ideal nessas festas! Estar bem próximo de alguém com possibilidades de algumas entradas laterais de terceiros (incluindo garotas, que também são mto bem vindas). Muitos beijos, abraços, carinho... toda essa energia química circulando pelas pessoas. 


Eu e o mexicano entramos numa conexão muito gostosa. O sorriso dele me derreteu, e curtimos os corpos um do outro. Ficamos numa interação incrível, conversando ora em espanhol ora em inglês, falando dos mais variados assuntos, cantando nossos remixes prediletos, rindo, brincando com as palavras no português e claro, beijando e nos pegando muito! Estava uma noite linda, a lua cheia saudava o ano recém nascido! 

Eu até fiz questão de dizer pra ele que se ele quisesse, não precisava ficar ali comigo, que estava super ok sair e fazer outras coisas. Disse bem assim: "se eu estiver sendo muito grudento, só falar." Mas ele curtiu e preferiu ficar ali comigo. E eu me esmerei nos cuidados com ele.

E de tempos em tempos eu abraçava e beijava as meninas... sentia o carinho e a energia delas... não era necessariamente algo sexual... mas era tão bom quanto.


Quem já tomou aditivos sabe do que eu estou falando... pelo menos comigo, eu fico super carinhoso, amoroso... e quero transbordar esse amor químico pro mundo! Quando você encontra pessoas na mesma vibe, recebe tudo isso também!

E assim somos nós, brasileiros! Como gostamos de beijar! Beijo na bochecha, na testa, no queixo, selinho, bitoca, beijo de língua, beijo grego! Beijo, logo sou brasileiro!

Os meus amigos e outros conhecidos passavam ali pelo grupo, mas eu estava tão envolvido que nem pensava em sair dali... e fiquei com eles até que fossem embora. 

Eu saí tão mexido pela intensidade da experiência... e claro, também pela percepção de que eu poderia não ter vivenciado tudo isso caso tivesse decidido não ir. 

E que bom que tive a possibilidade de refletir sobre isso, pois me sinto preparado para futuramente fazer melhores escolhas quando dilemas como esse surgirem... poder ter mais força pra sair da inércia e da zona de conforto (onde, como já disse, nada acontece). 

Uma experiência tão intensa como essa, OBVIAMENTE, tem um preço a ser pago. Eu fiquei os dias seguintes quase que completamente fora de órbita, deprimido com o fim das festas e com a volta à rotina um tanto quanto massante, me arrastando pra conseguir trabalhar. Meu ciclo de sono se alterou completamente, levei uns 3 dias pra conseguir dormir direito e nesses dias não malhei (para não estressar o corpo ainda mais). 


Tenho sido obrigado a buscar estratégicas de redução de danos para limitar o stress que gero no meu corpo ao ir nestas festas. Estou mais cuidadoso com alimentação e com o número de horas que precisam necessariamente ser dormidas para que o corpo descanse após. 

Por fim, mesmo tendo curtido essa experiência de forma muito intensa, também consegui curtir de maneira mais realista quando comparada à experiência que tive com o Asher. O cara mora no México, então não há a menor possibilidade disso vingar. Mas não deixa de ser bacana porque o que aconteceu ali me dá o parâmetro do que é muito bom, e isso te ajuda a balizar em momentos futuros. Se você já vivenciou o "muito bom"... vale a pena vivenciar algo ruim? ou não tão bom? [apesar de que as novas amizades certamente me renderão uma viagem ao México, ainda esse ano. Os convites já foram feitos!] 

E nunca é tarde pra ser surpreendido num futuro próximo, superando o "muito bom" e indo pro "excelente" e pro "indescritível" hahahaha... eu, depois de todas as histórias que partilho aqui, continuo sendo positivamente surpreendido... o reveillon foi uma evidência robusta disso. Que bom!

A experiência tão deliciosa com o mexicano também deu uma relativizada na minha história com o Asher. Não quero que isso soe de maneira ruim, mas me mostrou que ninguém é insubstituível e que uma experiência incrível que você teve pode sim, se repetir e ser muito boa (não vai ser exatamente igual, talvez nunca se iguale - até por que 'primeiras experiências' são sempre insubstituíveis - a experiência com o Asher foi, pra mim, de certa forma, assim... mas não significa que as que venham na sequência não possam ser incríveis e tão memoráveis quanto).

Agora é começar o ano... tocar os projetos profissionais, não deixar de pensar na evolução da carreira, pensar de forma estratégica a vida... porque ela tá passando e cada momento é precioso. Ao contrário do que dizem, no seu aniversário não é "MAIS um ano de vida"... é "MENOS um ano de vida". 

E também estar aberto a novas histórias, ou quem sabe "uma grande" história. Eu quero!

Posso ser uma puta, reconheço sem nenhum problema... mas sou uma puta romântica!

Que continuem os jogos!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

[mais um] final de ano

E chegamos ao final de 2017... que ano intenso! (para o bem e para o mal).

Este texto era pra ter ido pro blog no dia 31. Mas depois que vocês lerem o próximo post, na sequência deste, irão entender porque não deu.

O blog caminha para fazer 2 anos (no carnaval de 2018) e eu tenho muita satisfação em poder escrever aqui, e mais do que isso, em conseguir manter uma regularidade mínima de textos estruturados, com conteúdos minimamente interessantes e estimulantes (bom, eu acho que são, rs...).

Quem escreve com frequência sabe que não é algo fácil... quase nunca estamos inspirados e os afazeres do dia a dia nos sugam muita energia. A regra fundamental é COMEÇAR. Apenas comece... e o texto virá. Não espere estar inspirado, não espere um suposto "momento ideal"... senta a bunda na cadeira e se joga no teclado!

Eu nunca me arrependi de fazer isso... e o mais incrível é que o texto quase sempre sai completamente diferente do que você imaginou a princípio, ou mesmo quando teve a ideia. O meu processo criativo funciona assim: aparece a ideia pro texto, eu abro o arquivo com  um título e digito algumas frases, algumas referências... e isso fica ali guardado... mais pra frente escrevo o texto em uma ou duas sentadas... ainda deixo um tempinho pra amadurecer e faço uma revisão final. O processo de escolha das imagens é outra parte super gostosa de fazer, curto bastante. 

Eu voltei ao último texto que escrevi em 2017. Ali eu desejava algumas coisas: que pudéssemos estar abertos a novas experiências, e disposição para vôos mais altos, na companhia da alegria, da felicidade e do prazer. 

Não posso reclamar dos episódios intensos do ano e de todas as pessoas interessantíssimas que conheci e com quem interagi. Foi cada história... e elas estão registradas aqui para minha lembrança (e de quem mais se interessar).

Mas também o ano me mostrou que tenho outras necessidades que precisam ser supridas... há muitos sentimentos guardados, querendo sair num autêntico movimento de “explode coração”.

Tomei alguns tombos; me trouxeram sofrimento, mas também me fizeram amadurecer e ter mais certeza e segurança de algumas coisas que quero pra mim.

Por muito tempo me achei incapaz de amar e de construir relações amorosas sólidas e duradouras... havia uma metáfora que simbolizava esse sentimento de incapacidade: o de uma mulher que ficava grávida mas não conseguia levar essa gravidez adiante e perdia o bebê em pouco tempo.


Definitivamente, não quero [e não vou] mais ficar refém desta fantasia e tenho visto que para ter uma relação, você precisa estar disposto e também investir. Será necessário paciência e esforço, ao contrário do que costumam dizer (como se fosse algo totalmente espontâneo). Não é. Há frustrações e momentos ruins, mas se o balanço ainda for positivo, vale a pena.  

O bom desse ano foi que eu pude ver de perto que há vários modelos de relacionamento possíveis e que não há um único molde onde todos devam necessariamente se encaixar. 

No mais, quero agradecer a cada um de vocês que passaram aqui pelo blog e/ou pela página no facebook... obrigado pela leitura, obrigado pelos comentários e que em 2018 vocês continuem a ter incentivos para vir aqui.


Um beijo enorme e que 2018 também seja um ano de muitas alegrias, vivências e experiências interessantes. Que seja um ano que valha a pena ser vivido!


HS Sampa

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Passivos que metem bem - parte II

'Se precisar, eu como.'
  (de um colega de uma firma parceira, ao explicar suas preferências e o casamento dele).

"ou sobre supostas incompatibilidades sexuais" (poderia ser um ótimo subtítulo para este texto).

Eu já tinha feito uma primeira tentativa de problematizar a questão. Não foi muito fácil, então consegui ir até certo ponto.

Nesses últimos dias acho que consegui evoluir um pouco mais na dimensão do que queria analisar.

Vejam comigo a seguinte situação:

Pensem em dois caras que curtem ser passivos. Ou que 'preferem' ser passivos. Eles tem mais prazer sendo penetrados do que em penetrar. Mas a depender da situação, também não tem problema em serem ativos. Seriam aquela categoria do grindr chamada "versátil mais passivo" (aliás, acho ótima essa gradação que o grindr fez, ajuda bastante na pesquisa).

Imaginem que eles se conheçam e se encontrem. Rola uma transa e de alguma maneira eles comunicam um ao outro que curtem ser passivos. Quando um diz isso ao outro, o outro toma como certo que, mesmo curtindo ser passivo, também vai ter de comer. O famoso "flip flop" (outra dica de pesquisa quando buscar filminhos neste estilo).


Ao se revezarem, para a surpresa de um imaginário observador, o passivo que assume a posição de ativo e penetra o outro, o faz de forma muito bem feita, de maneira que satisfaz o parceiro. Mas isso tem um certo "custo", uma diminuição do prazer próprio, em benefício do prazer alheio. Um 'esforço' que, a princípio, não caberia dentro de uma transa. 

Ou seja, num revezamento, um dos passivos assume a posição de ativo, faz o trabalho direitinho e deixa o parceiro bastante satisfeito. Na sequência da foda (ou na foda seguinte), invertem-se as posições; a satisfação continua a mesma e aquele certo esforço também (a diferença é que as sensações trocam de lado).  



Vocês já tinham imaginado uma situação assim? E será que ela é sustentável a longo prazo? De uma situação assim poderia nascer um relacionamento?

E o engraçado é que ando numa fase muito mais ativa... (longe de me gabar disso, até me sinto incompleto dessa forma, mas os caras que tem aparecido não se mostram nem um pouco a fim de serem ativos comigo... e eu acho que tenho mostrado uma pegada mais ativa que, talvez, já deixe as regras claras logo de cara... talvez seja algo até meio intuitivo, mas que tem me impedido de comunicar meu desejo de forma mais autêntica.)

Uma sensação diferente essa semana foi a de perceber que os caras não tavam muito a fim e não mostravam essa pegada... daí eu concluo que é melhor assumir o papel de ativo e conduzir a transa dessa forma do que ser passivo e ser comido de forma não muito animadora.


Nesses momentos eu aproveito pra aprimorar minhas habilidades, testar coisas que ainda sinto um pouco de insegurança (por exemplo, meter em caras mais altos do que eu, ou com a bunda muito grande)... 

É engraçado porque quando não tenho medo da rejeição, de ser julgado pela performance (às vezes nos sentimos assim quando estamos com alguém que curtimos muito e é muito importante pra nós), eu me saio super bem e me sinto super bem depois (como se você tivesse terminado bem aquele treino super pesado de pernas, hehehe, ou vencido a competição de natação). 

Eu posso e muitas vezes curto ser ativo... varia muito de parceiro pra parceiro. Antes achava que não havia como, era preto no branco, ou era uma coisa ou era outra... mas tenho visto (e que bom, ainda bem!!!) que há gradações bem interessantes e novos arranjos bastante prazeirosos podem surgir.

Mas que, de fato, saber que o cara que quer dar pra mim também se habilita a me comer, ah colega, isso facilita bastante as coisas! 😈 

Esta questão tem um link muito interessante com um texto que eu havia lido há algum tempo e que tinha separado para comentar aqui no blog. Ele tem o sugestivo título de: What to do when you´re in love - and both bottoms (o que fazer quando vocês estão apaixonados - e ambos são passivos).

E a regra vale para dois ativos também.

O texto começa apontando para uma possibilidade muito concreta: você conhece alguém interessante em um contexto não sexual e se interessa. Seria o caso de abortar logo de cara a possibilidade de uma relação?

O autor nos dá ao menos três saídas: A 1a, ter abertura para que ambos tenham relações com terceiros que estejam mais sintonizadas com seus desejos e necessidades (por exemplo, dois namorados passivos que transam com um terceiro ativo, ou vice versa, dois namorados ativos que pegam juntos um terceiro passivo, ou mesmo cada um transando separadamente, mas tudo muito bem conversado previamente).

A 2a, é que, de tempos em tempos, ambos tenham a capacidade de "ceder" e satisfazer desejos e necessidades do outro. Isso significa passivos comendo e ativos dando, pelo bem maior do relacionamento (um esforço 'pequeno' que contribui para algo de muito mais significado - e o esforço tem de ser genuíno - nada de fazer as coisas com nojinho ou pela metade).


[Just] because you have to, because you care about him.

Se ambos são ativos, ser passivo pode te fazer ser um ativo ainda melhor, pois você vai sentir na pele o que é estar neste papel. Se ambos são passivos, recursos como brinquedos sexuais podem ser ótimos aliados e aplicar no outro os seus próprios conhecimentos sobre estimulação anal pode ser algo muito romântico e ajudar na construção da intimidade do casal.

A 3a saída na verdade é mais um lembrete, de que a intimidade sexual pode ser encontrada em muitos outros locais que não somente o sexo com penetração (no caso o autor fala um pouco de sua experiência com S&M - sadomasoquismo e afirma que relações 'dominante-submisso não penetrativas' podem ser muito mais satisfatórias e estimulantes).

E mais, é preciso superar esta dicotomia tão rígida que separa ativos e passivos, como se morassem em planetas diferentes. À medida que o relacionamento se desenvolve, essa dicotomia inclusive tende a ficar menos rígida. O ser humano é tão adaptativo, pode inclusive ser um momento de explorar novas facetas da sua personalidade e aprender e aprimorar algo a que você não estava acostumado.


E isso, na verdade, nada mais é do que aquilo que precisamos fazer em qualquer relacionamento: investir, comunicar, explorar e ocasionalmente, colocar as necessidades do parceiro antes das suas.

SOMOS [MUITO] MAIS DO QUE AQUILO QUE FAZEMOS NA CAMA. 

Não se limite. Não limite o outro. 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Daily life of a gay couple


Povo, eu estou simplesmente encantado, apaixonado por estas tirinhas chamadas "Daily life of a gay couple" (a vida diária de um casal gay).


Song Inkollo é um artista francês que divide com seu público os aspectos cotidianos do seu relacionamento com o namorado, Joe


Eu o conheci inicialmente pelo perfil no Instagram (inkolloart) e depois cheguei a uma espécie de site que abriga trabalhos de vários artistas, chamado Patreon. A proposta é muito bacana! Os artistas hospedam seus trabalhos lá, o público os segue e pode apoia-los com uma quantia mensal. No caso do Song, você pode colaborar doando 1, 5 ou 50 dólares mensais e cada valor te dá um nível diferente de acesso (O site fica com uma pequena porcentagem a título de manutenção).

Eu nunca havia apoiado um artista dessa forma, foi a primeira vez e fiquei muito feliz em poder fazê-lo. Ganha o artista, que tem uma fonte de renda para se dedicar a fazer arte e ganham os fãs, que quase diariamente podem conferir novos trabalhos e atualizações.


Eu ainda estou explorando as tiras, ele geralmente publica uma a cada um ou dois dias, então há bastante material. Gosto muito do estilo de desenho do Song. Ele consegue reproduzir algumas expressões faciais e isso deixa os personagens muito, muito fofos hehehe...


Há alguns temas gerais pelos quais ele organiza o trabalho. Há tiras relacionadas a mangás (ele é super fã), há tiras sobre situações simples como passeios, idas ao supermercado, a gata (que infelizmente morreu há algumas semanas), conversas na cama, amizades, etc... E há as tiras sobre a vida sexual do casal... HOT HOT HOT!!! Novamente... Os desenhos são incríveis!!!


O que eu achei mais legal é que as tiras retraram um relacionamento de verdade, as dificuldades, os pequenos prazeres, as tretas, as diferenças e a intimidade construída pelo casal. Uma relação de carne e osso, com gente normal. Pra mim foi inspirador!


Claro, não sabemos de todos os detalhes... Do que vemos nas tiras, a vida sexual deles é bastante prazerosa e ativa e eles estão muito satisfeitos um com o outro. Parece funcionar muito bem pra eles.

Não vou negar... deu vontade de ter algo bem assim!


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Os putos da família



Com todo respeito eu te pergunto:
Você quer, você quer ousadia?
Você quer, você quer putaria?
(MC Kátia, Medley brabo, Roda de Funk)

A conversa começou quando eu enviei pro meu primo Arthur uma pérola do autêntico funk carioca com Mc Kátia, uma das minhas funkeiras prediletas.

Foi meu primo Arthur quem, há uns 13 anos, me apresentou à Tati Quebra-Barraco, declamando de cor aquelas letras incríveis, das quais a mais clássica era a icônica Fogão Dako (me lembro até hoje comprando o cd lá na Uruguaiana, no centro do Rio, numa semana em que estava lá fazendo o campo da minha dissertação de mestrado). 

O Arthur é de uma geração de primos mais nova que eu. Acho que a Tati foi a 1a descoberta de algo em comum que tínhamos e foi uma curtição só (óbvio, porque ninguém mais curtia, e nós nos deliciávamos com as letras lascivas e um tanto quanto toscas - é tosca mas a gente adora!).

Um parêntesis sobre o disco da Tati (que acredito ter sido o seu disco de estréia - depois de algumas músicas já feitas e de já estar estourando com alguns sucessos pelos bailes funk cariocas).


Eu acho esse disco incrível por vários motivos: foi produzido pelo lendário DJ Marlboro - e essa produção foi fundamental para o disco se tornar o clássico que se tornou. Meu... os caras samplearam Papa don´t preach da Madonna e aquela musiquinha de cornetas da trilha do Rocky Balboa (que depois seria também sampleada pela Mia e pelo inesquecível SapaBonde). E ainda teve participação de MC Serginho (aquele do "abre a boca não se espanta, vou gozar na sua garganta!"). 

Confesso que nunca tinha visto linguagem sexual tão explícita e ao mesmo tempo criativa e engraçada... misturada ainda com um tom super afirmativo de poder e desejo feminino, inclusive pondo os machos num papel submisso. Certamente uma miscelânea muito interessante que reflete bem o Brasil urbano periférico dos anos 2000 (e falo 'periférico' aqui sem nenhum tom pejorativo)   .

O funk da Tati Quebra-Barraco foi só o chamariz de mais afinidades que com o tempo fomos descobrindo nas conversas que tínhamos. 


Então a conversa pelo messenger deu-se dessa forma:
HS: Ouviu o arquivo que mandei? 
 A: Uma aula! Tinha escutado e esqueci de responder. Ainda apoio as amantes!
HS: HAHAHAHA. É um bom debate para termos no natal. Fiel X Amante. Òbvio que vc apoia as amantes. E vc, como tá?  
 A: Tô trabalhando mais que tudo. Estava fraco de mulher... só que chega fim de ano, acho que bate aquela dor no coração de ainda estar sozinha e aí venho de uma semana boa. Em vez de fisgar tô batendo rede hahahaha.
HS: Hahahaha. De umas três semanas pra cá tô batendo rede aqui tbém... muito peixe graúdo. Mas amor mesmo que é bom... nada... só putaria mesmo! A gente vai se virando como pode. 
A: Pois é... difícil largar esssa vida, ainda mais quando vai aparecendo... em dezembro só vou ficar entre natal e reveillon. Mas preciso colocar papo em dia contigo. Vidinha de adv está começando a ficar boa.
HS: Faremos isso no natal meu primo! Fico feliz em saber que eu não sou o único puto na família! Quer dizer, putos têm muitos ali! Mas que põem a cara a tapa sem hipocrisia, só nós dois mesmo! hahahahahaha. 
A: hahahahahaha sim. Sou com um sorriso no rosto.
HS: Eu tbém!!!! Queria que a tia Renata ouvisse uma conversa nossa hahahahaha uma básica já estaria de bom tamanho... sem entrar em temas mais adultos hahahahaha depois preciso te contar das minhas experiências "químicas".  
A: puts verdade! no fim acabei nem experimentando aquela lá.
HS: precisa ver o cardápio disponível kkkk ano novo vou pro Rio! E quero saber da vida de advogado tbém, como tá sendo, o que vc tá fazendo. 
A: Tô recebendo até amor como pagamento hahaha. Está indo bem.
HS: e não é válido?! hehe.  
A: Mto. Cliente satisfeita com uma liminar.
HS: hahahahaha só não deixa a OAB saber. 
A: só vc que sabe.
H: tranquilo hehehe... vai continuar assim hehehe.
Sim, o Arthur é hétero. 100%. Mas desde que soube que eu era gay nunca manifestou uma pontinha sequer de preconceito e foi um dos que melhor me acolheu. E quando nos encontrávamos (não eram muitas vezes pela correria da vida de SP) eu fui me sentindo à vontade pra abrir coisas com ele sobre minha vida gay. Lei da ação e reação, ele também começou a partilhar as coisas dele comigo. E acho que acabei virando um confidente dele.  

O bicho tem mel! Fato. É impressionante a mulherada na cola dele. E do que conversávamos, ficava evidente que ele sabia muito bem como satisfazê-las na cama. E a putaria rolava solta na faculdade. Ele tem um sorriso dengoso no rosto que deixa elas derretidas, uma malandragem doce, mas que sabe botar pressão quando precisa - ou quando elas pedem.  

Até que lá pelas tantas ele começou a namorar mais sério e ficou noivo. Acho que bateu uma pressão da família, um certo senso de "sou adulto, preciso trabalhar e me encaminhar na vida, constituir família". Mas até onde entendi, chegou uma hora que a relação começou a ficar muito ruim, desgastada e a noiva, muito insegura e bastante enciumada, decidiu terminar. Eu não sei até que ponto isso foi uma jogada dela, mas o fato é que ele não quis voltar. E ela se arrependeu amargamente pela infantilidade que fez. 

Ele tinha terminado há pouco no dia em que nos encontramos na casa do irmão dele. Fomos fumar lá na área de serviço (detesto cigarro, mas em raras ocasiões puxo um trago com quem me oferece) e ele me contou da retomada da putaria, das aventuras com as estagiárias do escritório (ele ainda não tinha se formado), das idas na casa de swing e das noitadas na república em que estava morando. Era uma frequência de dar inveja. 

Foi legal que nesse dia eu meio que percebi que talvez ele fosse um pouco como eu - descobriu uma certa liberdade e desapego que são muito prazerosos de serem exercidos, o 'estar solto' na vida, relacionar-se com diversas pessoas, usufruindo e interagindo, com trocas que envolvem não apenas sexo, mas que se estabelecem também a partir de outras afinidades (a relação dele com as mulheres não era só sexual, de ir pra cama, meter e gozar... envolvia outros elementos que tornavam as histórias mais interessantes - e por isso mesmo, mais duradouras). Percebia que as mulheres viam nele coisas que não viam nos namorados tradicionais.

Essa liberdade - que tanto ele quanto eu descobrimos e passamos a exercer - de tão deliciosa que é pode ser um caminho sem volta... Se acostumar com o passado pode ser muito difícil, senão impossível. 

Eu disse com muita ênfase que ele não precisava forçar a barra pra se adequar a uma expectativa da família, que ele não precisava noivar e casar só porque era isso que esperavam dele e que era legal pensar nisso, porque talvez ele não fora feito pra casar como o irmão dele, por exemplo. 

O papo no messenger fez mais sentido ainda nos dias atuais, depois de uns embates muito desagradáveis que rolaram no whatsapp da família envolvendo a "tal" ideologia de gênero. Vários familiares conservadores, inclusive um tio que eu julgava ser progressista, destilando falta de conhecimento e histeria; eu não consegui me conter, fui pro embate e acabei me expondo, dando exemplo de situações minhas como forma de mostrar alguns absurdos que estavam sendo propagados. Foi algo que me entristeceu muito e reconhecer no Arthur alguém mais próximo da minha maneira de ser e pensar foi um tanto quanto alentador. 

Essa conversa que tivemos na casa do irmão dele já deve ter uns dois anos e desde então não me lembro de ele ter namorado sério de novo. E pelo teor da conversa da semana passada, ele está muito bem assim. Não sei se vai ser por muito ou pouco tempo, e isso não importa. O que importa é que agora, nesse momento, ele está bem, curtindo a vida, se permitindo e tendo histórias e momentos interessantes e intensos. Não é hora de se preocupar com o futuro (ao menos no caso dele).

Sim, somos putos. E com um sorriso no rosto!




terça-feira, 28 de novembro de 2017

Rejeição - estratégias adicionais para lidar

Eu achava que ficaria numa trilogia sobre o tema, mas pela 1a vez aqui no blog me deu vontade de escrever um 4o post a respeito. Se quiser acessar as outras partes, clique Parte I  Parte II  Parte III

Isso mostra também o meu próprio interesse pelo assunto e que vale a pena buscar mais insumos e me aprofundar nas reflexões. As que tive até aqui me foram e me tem sido bem válidas. Me fortalecem e me blindam contra possíveis sofrimentos desnecessários.


As estratégias adicionais vieram de um livro chamado Rejection Proof (em tradução livre "À prova de Rejeições"), escrito por Jia Jiang. Na verdade não li o livro propriamente mas um resumo dele num app muito bacana chamado Blinkist, que faz sínteses curtas de livros interessantes e dos mais diversos assuntos.

Blinkist te dá a oportunidade de uma breve inserção em livros que você provavelmente nunca teria tempo, foco e organização para ler. A forma como eles fazem os resumos é bem objetiva e direta, destaca as ideias centrais e se você achar que é muito legal, daí pode ir praquele determinado título. 

Fora que é ótimo pra praticar o inglês, pois além do resumo escrito, há também o arquivo de áudio num inglês padrão que é bem tranquilo de entender (infelizmente, o app é pago, mas pra mim, vale muito a pena). 


Vamos então aos principais insights do livro a partir da minha leitura (e com alguns exemplos que me vieram à cabeça como forma de ilustrar estas principais ideias):

  • É fundamental superar o medo da rejeição e desenvolver formas de lidar com ela! Por mais doloroso que possa ser, é algo que acontece diariamente com todo mundo, das mais variadas formas e mesmo com aquelas pessoas famosas ou que você acha muito fodonas. 

  • Mude seu olhar sobre a rejeição, aprenda e tire proveito destes acontecimentos!

  • Devemos aprender a repensar o significado da rejeição. Não se trata de um julgamento sobre quem você é. Rejeição tem mais a ver com visões pessoais que os outros tem a seu respeito (o que é bem diferente de um suposto "veredicto final"). Evite tratar a opinião dos outros como se fosse a palavra final a respeito da sua personalidade ou do que você tem a oferecer. 

[ou seja, o fora daquele boy que você tanto tava a fim, tem mais a ver com o fato de ele não ter ficado a fim do que sobre o sua valia. É o desejo dele apenas...]

  • Pessoas diferentes respondem a um determinado evento de formas diferentes. Superar a rejeição pode ser, em alguns casos, uma simples questão de não desistir na 1a tentativa. Tente de novo, repetidas vezes, em direções ou pessoas diferentes. 

[Por exemplo, quantos atores receberam muitos "nãos" antes do primeiro "sim"? Eles não desistiram, bateram em várias portas, muitos não responderam, mas alguém, em algum momento, achou que deveria responder. O exemplo também dialoga com aquela história de que às vezes ficamos focados numa porta que nos foi fechada, enquanto próximas de nós há váááárias janelas abertas com oportunidades incríveis. 

De novo, o fora daquele boy que você tanto queria pode estar te turvando a vista para outros pretendentes tão ou mais interessantes do que ele. Lembra daquele ditado? Homem é igual biscoito, vai um, vem dezoito!]

  • Por isso, há muito o que aprender com a rejeição. Não fuja quando as pessoas te disserem "não". Entenda os motivos e melhore. Descubra as razões por trás de determinada situação de rejeição. Se for possível, questione as pessoas que te rejeitaram a respeito dos motivos. Isso ajuda inclusive a lidar melhor com o fato e a formular uma estratégia melhor numa próxima oportunidade. 

  • Rejeição não tem necessariamente a ver com você. Às vezes você está focando na audiência errada ou o contexto pode não ser favorável. Há muitos outros fatores determinantes externos a você e sobre os quais você não terá o menor controle. 

[Alguém pode ter te achado bonito, interessante, atraente. Mas tem namorado. Ou acabou de se separar e não está com cabeça pra isso. Ou então mora em outro lugar e não quer ter uma relação a distância. Percebe como podem ser várias hipóteses?]

  • Ao ser capaz de perceber os aspectos positivos de receber um "não", você terá mais condições de superar o medo de ser rejeitado. Você pode usar a rejeição para se motivar e melhorar sua habilidade de trabalhar em metas, planos e projetos ainda mais incríveis. Algumas pessoas encararam a rejeição como um alimento para se tornarem muito melhores em determinada área. Ressignificação incrível!

[Arrisque mais! Vá e paquere alguém que você está a fim na balada, sem medo de receber um "não", afinal, um "não" não é o fim do mundo... é apenas e tão somente um "não". Entendeu? Ou não? :) ]

  • Vivenciar a rejeição te ajuda a criar mais empatia com os outros. Pode ainda ser uma boa prova de fogo sobre determinado sonho teu. Você quer realmente aquilo? Até onde está disposto a ir por isso? 

  • Superar a rejeição nos encoraja a assumir mais riscos na vida. Te faz olhar pra dentro de si, se valorizar e se sentir confortável com suas escolhas, antes de ir buscar a aprovação dos outros. Superar o medo da rejeição nos torna menos dependentes da aprovação de terceiros.

  • Em suma, esta a ideia central do livro: situações de rejeição acontecem todos os dias, mas como são interpretadas, vai depender de você. Quando você começa a "abraçar" a rejeição e a aprender com ela, poderá melhor definir seus objetivos. Ela poderá ser a força mais poderosa a te levar a viver a vida que você sempre quis. 

  • Tornar-se autêntico e confiante deve ser nossa prioridade n. 01.

E com isso fechamos os posts do mês de novembro em grande estilo!

 

Esse 2o semestre começou muito difícil pra mim, mas felizmente as coisas entraram nos eixos (ainda que não necessariamente no eixo que eu imaginava a princípio) e tenho conseguido momentos de tranquilidade, reflexão e paz de espírito como há tempos eu não tinha. 

Não que eu tenha "resolvido" todas as minhas questões, elas continuam aí super atuais, hehehe... mas me sinto mais sereno e paciente; menos ansioso e controlador. 

Dezembro já está aí e com ele os últimos dias de 2017... que ano maluco e intenso foi esse!!!

[ok... ainda não é hora de retrospectiva... tem muita história pra contar e assuntos pra comentar]

Até o próximo post!