terça-feira, 28 de novembro de 2017

Rejeição - estratégias adicionais para lidar

Eu achava que ficaria numa trilogia sobre o tema, mas pela 1a vez aqui no blog me deu vontade de escrever um 4o post a respeito. Se quiser acessar as outras partes, clique Parte I  Parte II  Parte III

Isso mostra também o meu próprio interesse pelo assunto e que vale a pena buscar mais insumos e me aprofundar nas reflexões. As que tive até aqui me foram e me tem sido bem válidas. Me fortalecem e me blindam contra possíveis sofrimentos desnecessários.


As estratégias adicionais vieram de um livro chamado Rejection Proof (em tradução livre "À prova de Rejeições"), escrito por Jia Jiang. Na verdade não li o livro propriamente mas um resumo dele num app muito bacana chamado Blinkist, que faz sínteses curtas de livros interessantes e dos mais diversos assuntos.

Blinkist te dá a oportunidade de uma breve inserção em livros que você provavelmente nunca teria tempo, foco e organização para ler. A forma como eles fazem os resumos é bem objetiva e direta, destaca as ideias centrais e se você achar que é muito legal, daí pode ir praquele determinado título. 

Fora que é ótimo pra praticar o inglês, pois além do resumo escrito, há também o arquivo de áudio num inglês padrão que é bem tranquilo de entender (infelizmente, o app é pago, mas pra mim, vale muito a pena). 


Vamos então aos principais insights do livro a partir da minha leitura (e com alguns exemplos que me vieram à cabeça como forma de ilustrar estas principais ideias):

  • É fundamental superar o medo da rejeição e desenvolver formas de lidar com ela! Por mais doloroso que possa ser, é algo que acontece diariamente com todo mundo, das mais variadas formas e mesmo com aquelas pessoas famosas ou que você acha muito fodonas. 

  • Mude seu olhar sobre a rejeição, aprenda e tire proveito destes acontecimentos!

  • Devemos aprender a repensar o significado da rejeição. Não se trata de um julgamento sobre quem você é. Rejeição tem mais a ver com visões pessoais que os outros tem a seu respeito (o que é bem diferente de um suposto "veredicto final"). Evite tratar a opinião dos outros como se fosse a palavra final a respeito da sua personalidade ou do que você tem a oferecer. 

[ou seja, o fora daquele boy que você tanto tava a fim, tem mais a ver com o fato de ele não ter ficado a fim do que sobre o sua valia. É o desejo dele apenas...]

  • Pessoas diferentes respondem a um determinado evento de formas diferentes. Superar a rejeição pode ser, em alguns casos, uma simples questão de não desistir na 1a tentativa. Tente de novo, repetidas vezes, em direções ou pessoas diferentes. 

[Por exemplo, quantos atores receberam muitos "nãos" antes do primeiro "sim"? Eles não desistiram, bateram em várias portas, muitos não responderam, mas alguém, em algum momento, achou que deveria responder. O exemplo também dialoga com aquela história de que às vezes ficamos focados numa porta que nos foi fechada, enquanto próximas de nós há váááárias janelas abertas com oportunidades incríveis. 

De novo, o fora daquele boy que você tanto queria pode estar te turvando a vista para outros pretendentes tão ou mais interessantes do que ele. Lembra daquele ditado? Homem é igual biscoito, vai um, vem dezoito!]

  • Por isso, há muito o que aprender com a rejeição. Não fuja quando as pessoas te disserem "não". Entenda os motivos e melhore. Descubra as razões por trás de determinada situação de rejeição. Se for possível, questione as pessoas que te rejeitaram a respeito dos motivos. Isso ajuda inclusive a lidar melhor com o fato e a formular uma estratégia melhor numa próxima oportunidade. 

  • Rejeição não tem necessariamente a ver com você. Às vezes você está focando na audiência errada ou o contexto pode não ser favorável. Há muitos outros fatores determinantes externos a você e sobre os quais você não terá o menor controle. 

[Alguém pode ter te achado bonito, interessante, atraente. Mas tem namorado. Ou acabou de se separar e não está com cabeça pra isso. Ou então mora em outro lugar e não quer ter uma relação a distância. Percebe como podem ser várias hipóteses?]

  • Ao ser capaz de perceber os aspectos positivos de receber um "não", você terá mais condições de superar o medo de ser rejeitado. Você pode usar a rejeição para se motivar e melhorar sua habilidade de trabalhar em metas, planos e projetos ainda mais incríveis. Algumas pessoas encararam a rejeição como um alimento para se tornarem muito melhores em determinada área. Ressignificação incrível!

[Arrisque mais! Vá e paquere alguém que você está a fim na balada, sem medo de receber um "não", afinal, um "não" não é o fim do mundo... é apenas e tão somente um "não". Entendeu? Ou não? :) ]

  • Vivenciar a rejeição te ajuda a criar mais empatia com os outros. Pode ainda ser uma boa prova de fogo sobre determinado sonho teu. Você quer realmente aquilo? Até onde está disposto a ir por isso? 

  • Superar a rejeição nos encoraja a assumir mais riscos na vida. Te faz olhar pra dentro de si, se valorizar e se sentir confortável com suas escolhas, antes de ir buscar a aprovação dos outros. Superar o medo da rejeição nos torna menos dependentes da aprovação de terceiros.

  • Em suma, esta a ideia central do livro: situações de rejeição acontecem todos os dias, mas como são interpretadas, vai depender de você. Quando você começa a "abraçar" a rejeição e a aprender com ela, poderá melhor definir seus objetivos. Ela poderá ser a força mais poderosa a te levar a viver a vida que você sempre quis. 

  • Tornar-se autêntico e confiante deve ser nossa prioridade n. 01.

E com isso fechamos os posts do mês de novembro em grande estilo!

 

Esse 2o semestre começou muito difícil pra mim, mas felizmente as coisas entraram nos eixos (ainda que não necessariamente no eixo que eu imaginava a princípio) e tenho conseguido momentos de tranquilidade, reflexão e paz de espírito como há tempos eu não tinha. 

Não que eu tenha "resolvido" todas as minhas questões, elas continuam aí super atuais, hehehe... mas me sinto mais sereno e paciente; menos ansioso e controlador. 

Dezembro já está aí e com ele os últimos dias de 2017... que ano maluco e intenso foi esse!!!

[ok... ainda não é hora de retrospectiva... tem muita história pra contar e assuntos pra comentar]

Até o próximo post! 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Rejeição - a [parcial] redenção

Intro: Caso tenha chegado diretamente neste post - ele é a 3a parte de uma trilogia sobre Rejeição. Se quiser ler as demais partes clique aqui para a parte I e aqui para a 2a parte.

Mandando ver, no vício da batida 
Querendo se envolver 
No estilo diferente, que prende e dá prazer 
Eu sei que logo sente, te faz enlouquecer 
Faço ferver (Pablo Vittar, Corpo Sensual)

E se aquele ditado que falei no post anterior é mesmo verdade... bom, ele se cumpriu.


A noite de sábado foi completamente diferente da de sexta. Não tenho muito o que dizer além do que já disse em diversos outros posts aqui. E juro, não sou garoto propaganda da The Week; é que eu realmente gosto de lá e me divirto bastante (não ganho nada pra dizer isso, tá?).

Estar com os amigos de sempre também faz toda a diferença; a energia e o carinho que trocamos ali me alimenta a alma!

Havia um DJ residente do Rio que estava tocando quando chegamos e nós realmente gostamos dele!

Eu cheguei mais tímido, ainda impactado pelos efeitos da noite anterior. Eu já saquei que posso (e devo) ser mais atirado na balada, devia chegar um pouco mais incisivamente nos caras que fico a fim (sem ser inconveniente, claro). Aos poucos vou fazendo pequenos progressos, mas eu realmente deveria me arriscar mais.

Já pensei nos motivos desse meu comportamento. Sinto que receber um "não" (ainda que com um simples olhar -  que pode demonstrar reprovação explícita ou ser total blasè) tem  um efeito muito negativo em mim. Novamente, aquele erro estratégico de achar que o "não" recebido equivale a uma sentença definitiva e abrangente sobre o seu próprio valor.

Desconstruir isso é difícil pra mim. Vai aos poucos.

E também é bom ter a consciência de que nunca se ganha todas. Ninguém ganha.. e isso também não é uma sentença sobre você. As pessoas têm preferências e gostos diferentes (assim como eu também tenho). O "não" faz parte de qualquer processo, assim como o "sim"

Eu comecei a caça meio devagar... fiquei com um cara muito gostoso mas que não tinha achado bonito. Mas ele passou ali, me deu bola, pegou na minha cintura, puxou um papo e ligamos a máquina de beijos. 

Depois veio um outro que agora não me lembro, mas o fato é que ao passar da noite eu fui ficando mais confiante pra dar uns rasantes em outros caras que fiquei a fim.

E foram dois outros danoninhos os responsáveis pela minha redenção! 

Uma coisa legal dessas baladas é a forma como nos aproximamos do "alvo"... ou de como os "alvos" se aproximam de você. Parece uma dança do acasalamento (e instintivamente, é!). Com o 1o garoto, João, eu fui bem devagar, levei um tempo pra saber se ele tava realmente a fim... ele me dava sinais dúbios, dançávamos perto mas havia uns amigos dele também. E o bacana é que eu tive de arriscar, uma hora me aproximei mais, fiquei bem próximo dele, e ele se deixou abraçar...

Aí colega... foi se jogar... magrinho, lindo, olhar angelical, olhos claros, é um tipo que me desperta sensações muito gostosas. Ali o papel de condutor é meu e eu o exerço com maestria, esmero e prazer. Um abraço apertado, forte, suado, quente como as noites quentes de verão (como já dizia a canção do Radio Taxi). Aquele abraço que envolve o outro e traz ele pra muito perto de vc. Os dois suados, com tesão, e trocando muito e deliciosos beijos, ao som da batida, sob as luzes estroboscópicas e com as mentes numa sensação de relaxamento. 

Um tempo depois, ao andar pelos corredores do camarote (que estava muito cheio), eu dei uma baqueada e nós acabamos nos perdendo. Fui lá pra fora tomar um ar, uma coca bem gelada, uma brisa de vento e comer um chocolate pra recuperar as energias. 

Ao voltar, antes mesmo de encontrar meus amigos, dei de cara com outro garoto, Henrique, com quem eu já havia flertado antes, mas que não tinha me dado a menor bola. Pois não é que desta vez a gente se olhou e se atracou na mesma hora? Com o João tinha sido um pouco mais leve, delicado, mas o Henrique tinha uma pegada mais forte e de certa forma ficamos rivalizando pra ver quem pegava mais forte o outro hahahaha (aquelas coisas de competição entre garotos).


Mas ao mesmo tempo eu cavei espaço pra me sentir abraçado, colocar a cabeça no ombro dele. Abraços podem ter objetivos e energias muito diferentes. Naquele momento o meu abraço queria se conectar de forma mais emocional com o corpo e a mente dele. Um pouco como a letra da música que abriu o post: "Tá todo carente no pedido informal". Louco né?

Isso já devia ser quase seis da manhã e me bateu um pouquinho de carência, vontade de ter um alguém pra ficar dando beijinho, olhando nos olhos, sorrindo. Pode parecer contraditório, e de certa forma é... procurar isso justo naquele ambiente... mas eu tava lá e era lá que eu ia tentar. 

O Henrique também me passava sinais dúbios... parecia estar olhando pra outros cantos como se procurasse alguém... isso me incomodou um pouco e eu quase disse que se ele quisesse, não era obrigado a ficar ali comigo (olha a insegurança da pessoa né? hahahaha) Ainda bem que eu me segurei e não falei isso, continuei a curtir sabendo que poderia acabar a qualquer momento. Às vezes me acho muito sábio, hahaha. 

Havia um cara próximo de nós que estava olhando e eu tomei a iniciativa de me aproximar e engatamos uma pegação a três. De certa forma foi uma estratégia pra não deixar o Henrique sair dali. Só que um pouco depois ele convidou a mim e ao outro rapaz para irmos ao banheiro. 


Eu não curto sexo na balada. Fiz uma única vez e não é algo que queira fazer de novo. Gosto mesmo é da pegação na pista. Então foram os dois e eu fiquei ali, ainda disponível pra negócios.

E não é que passa um grandão, cara de bobo, sorrisão... cabelo máquina um... tem seu charme, hehehe. Eu encarei com o olhar e ele ficou. Chegou perto, perguntou meu nome e me abraçou. Foi bom, mas confesso que não curto muito esses caras mais fortes... sei lá, parece difícil administrar tanto whey protein junto... eu faço a linha mais slim e curto caras mais parecidos comigo. Os magrinhos sempre tão uns passos à frente no tabuleiro.

Pois não é que daqui a pouco o Henrique volta lá. Porra, pra que complicar né? Podia ter ficado comigo esse tempo. Daí queria que eu fosse embora com ele. Eu propus ficarmos os três mas ele não quis e me disse de boa "pode ficar com ele, eu tô por ali dançando". Eu concordei mas disse bem enfático: "Me espera que te encontro depois então." Moderno né?  

O Henrique ficou me atentando pra ir embora com ele... eu não queria, queria curtir ainda mais com meus amigos, mas achei que era uma oportunidade que não dava pra perder, especialmente pelo fato de que ele mora em Curitiba e estava ali só pelo final de semana na casa de um amigo.

Depois que nos reencontramos, ele parecia estar mais carinhoso, me elogiou e ficamos descansando abraçadinhos no sofá do bar (enquanto eu me decidi).

Então decidi ir com ele - mas não sem antes ouvir um "passou o rodo hoje hein!" de um dos meus amigos... (dê dinheiro, gi, key, bala... mas não dê intimidade, hahaha)

Pegamos um táxi rumo à Augusta. Como é lindo ver São Paulo amanhecendo ali na zona oeste... tomamos um café com pão de queijo na padoca e fomos pro apto do amigo dele.


Ambos estávamos muito cansados, roupas e corpos suados e não havia muita condição de uma trepada minimamente decente (ou ao menos com os itens de conforto e tranquilidade que eu valorizo). Nos pegamos ali rapidamente, mal tiramos a roupa ele já abriu uma camisinha, encapou meu pau e sentou nele, cavalgando com vontade.

O pau dele era lindo, circuncisado, rosado e grande... fiquei punhetando aquele pau com vontade enquanto ele cavalgava. Depois comi ele de quatro e de frango, curtindo muito a cara dele, de quem tava curtindo também.

De repente ele me virou e tentou me comer. Mas eu não tava na vibe, não consegui relaxar, então voltei a comer ele mais um pouco, até que gozamos.

Ele me perguntou se eu queria ficar ou ir embora, e isso foi a dica pra mim (independente disso, era óbvio que eu iria embora, tomar uma ducha e dormir na minha cama como um rei). E foi o que fiz. Andei ainda um pouco até achar um taxi, com aquela sensação gostosa de ter aproveitado bastante a noite e já sem os efeitos da noite anterior (apenas lembranças que a cada dia ficam menos vívidas até quase se apagarem e perderem o poder de te incomodar). 

A noite teve esse gostinho especial: Redenção.



Eu nunca havia pensado sob esse prisma de forma tão analítica. Ela me fez ver que a noite anterior tinha sido apenas uma noite de má sorte, e que isso não representa um estado mais definitivo sobre as coisas. É preciso ter resiliência pra suportar momentos ruins, inclusive pelo fato de serem apenas momentos, com prazo pra acabar. Relativize um pouco enquanto estiver passando por esses momentos ruins, tente analisar, tirar algum proveito ou aprendizado, pois logo virão bons momentos.

Falta um ponto ainda. Por que você diz que a redenção é parcial?

Porque ela foi momentânea.

E porque há outras áreas da minha vida que também lidam com o tema da rejeição.

De certa forma ela resolveu uma questão pontual daquele final de semana, mas estas questões continuam a me desafiar e a me demandar estratégias com o objetivo de minimizar o sofrimento e ampliar potências.

É preciso continuar pondo em prática as lições aprendidas até que se tornem espontâneas. Até que você consiga perceber que superou questões que antes pareciam grandes muralhas - mas agora vc já as transpôs e elas ficaram pra trás.

sábado, 11 de novembro de 2017

Rejeição - a prática

Te convidei pro samba e você não veio. Cê me deixou no samba, eu vou te esquecer. (Adriana Calcanhotto - O micróbio do samba)

O feriado do começo de novembro me fez discorrer no post anterior sobre uma espécie de "teoria da rejeição".

E alguns acontecimentos me ajudaram a fazer o teste de hipótese dela. Nada mal para um pesquisador.

Mas péssimo para "um coração dependente, viciado em amar errado" (como já cantava Marina Lima).

O festival de frustrações começou na quinta, quando fiquei paquerando um cara na academia que era bem interessante. A gente ficou se olhando, terminamos os treinos mais ou menos na mesma hora (mentira... eu acelerei o meu kkkk) e ao terminar, fui ao bar, pedi um café e sentei numa mesa. Ele passou, olhou, eu dei um 'oi' e ele parou pra falar comigo. Se sentou e engatamos uma ótima conversa que evoluiu pra um almoço ali perto e depois uma caminhada até um ponto de táxi. 

Eu fiquei bem empolgadinho, ele pegou meu telefone, meu insta... daí quando cheguei em casa mandei uma mensagem falando que tinha curtido muito o papo. Ele respondeu com um "pois é. vamos falando".

Colegas, é incrível como a intuição [a minha, ao menos] já nos mostra que, com uma resposta dessa, não há a menor, A MENOR possibilidade de rolar algo. Ao ler a frase foi como se um filminho instantâneo tivesse passado na cabeça deixando bem claro: "perdeu playboy, não vai rolar com ele." Eu ainda dei uma deixa "se tiver a fim de tomar um café no fim da tarde me dá um toque". Ele disse que tinha de encontrar um amigo e conforme fosse, me falava. O famoso "tá, qualquer coisa eu te falo". Não falou.

Altos e baixos em muito pouco tempo. Difícil manter a saúde mental desse jeito. 

Na sexta nos encontramos novamente na academia, ele disse que queria ir na Bigger, uma festa de ursos que rola aqui em Sampa, eu falei que também tava a fim, convidei-o pra ir comigo e ele falou que me mandaria mensagem mais à noite, que ia combinar com um amigo também. Tô escrevendo esse texto na segunda à noite e não veio nenhuma mensagem.

Cara, essa sensação de "left behind" [ser deixado pra trás] é muito ruim. Vc cria certa expectativa, inclusive baseada nos sinais que o outro dá (mesmo que dúbios ou insuficientes). Vc se pergunta por que alguém diz que vai ligar e não liga. Vc se pergunta se não seria mais fácil dizer "não, não tô a fim", ou "não, não rola", ou mesmo não criar pretensas coisas pra se fazer juntos. Preferimos sinalizar positivamente e, após, deixar no vácuo.

Não sei se isso é típico de brasileiro (e eu sou brasileiro também, tô me incluindo na jogada), se falta culhão pra gente dizer "não" de forma mais enfática (o que não significa ser rude ou estúpido). Definitivamente, não é bom quando acontece.

De qualquer forma, eu fui na bear party. Tenho um amigo urso super querido e ele me chamou. Achei que seria bacana, pois fazia tempo que não saíamos juntos.

Já faz uns meses que ando numa fase meio carente, querendo encontros com maior conexão e estando aberto a namorar. Bom, vcs conseguem prever que é no mínimo arriscado ir pra uma festa dessas com este espírito dentro do peito.

A 1a ficada, ironicamente foi com um casal. Eu tava de olho num loirinho e perguntei pro cara ao lado dele, que imaginei, fosse um amigo. Daí o cara fala, super de boa, que era o namorado, mas que eu poderia trocar uma ideia se quisesse. E me apresenta o loirinho. O loirinho foi receptivo, ficamos lá um tempo, o namorado entrou também, nos beijamos, dançamos juntos... mas foi morno.

Um tempo depois o loirinho me fala: "queridão, a gente vai dar uma circulada pra encontrar uns amigos nossos." Me despedi super de boa, mas no fundo fiquei um pouco triste, pois queria ter ficado com eles o restante da noite e interagido de forma mais intensa, como tinha acontecido na balada do 7 de setembro.

Na sequência, pra minha total surpresa, encontrei o Paulo, que não via há um bom tempo e de quem, conscientemente, preferi me afastar. Paulo foi um cara que começou como um despretensioso "pau-amigo" mas que com o tempo foi me conquistando de uma maneira incrível, pela simples convivência; pela pessoa incrível que ele é (e claro, porque nossas fodas eram muito boas!).

Eu passei a ficar mais interessado nele, o meu interesse mudou de perspectiva, só que o dele não. Numas das nossas últimas conversas inclusive, ele me falou, em tom meio confessional: "tenho a vida complicada. E a cabeça também" (e não acho que tenha sido desculpa esfarrapada não... acho que foi sincero).  

Nós conversamos rapidamente, ele sempre muito simpático, cortês, um sorriso de derrubar quarteirão. Até demos uns beijos de leve, ele elogiou meu corpo, disse que eu tava gostoso, mas eu senti que claramente parecia não rolar mais tesão, mais excitação. E esse foi o outro ponto negativo da noite. Após um tempo, a mesma tradicional saída: "então, vou ali encontrar meus amigos". Mais uma expectativa frustrada.  

Pra fechar a noite com chave de ouro, fui falar com cara que eu vi e gostei... o cara parecia bem chapado, parecia não falar direito... e foi tudo muito rápido, a gente meio que se abraçou, um beijo rápido e ele me puxou, disse que precisava ir ao banheiro. A gente ainda se encostou na parede, mais um beijo e ele entrou.

Eu não sei se sou inocente, mas nessas horas eu costumo esperar o cara voltar rs... (muita gente aproveita pra ir embora pra outro canto). Ele voltou, ainda nos abraçamos, mas logo ele disse: "então, eu vou dar uma volta por aí."

Puts, confesso que essa frase também me doeu... E no fundo, o que eu queria mesmo era alguém pra ficar casadinho na balada, curtindo o som e o MD batendo... mas saiu tudo errado. O som não tava legal, eu não estava com meus amigos tradicionais e a balada terminou comigo numa baita bad vibe e eu sem nenhuma serotonina pra contar a história. Confesso que saí dali me sentindo um looser.

E o sábado fiquei de bad total, uma angústia brava, que parecia não ter hora pra terminar. E não sei se foi pelo MD (que experimentei pela 1a vez) ou se por todos estes gatilhos que dispararam velhas e conhecidas angústias.

Vc passa o dia mobilizado, sentindo isso tudo e torcendo pra que acabe.

Não sei ao certo como concluir este texto. Será que dá pra tirar alguma lição disso tudo?

Não sei se consigo me fortalecer a ponto de não sentir algo ruim quando situações assim acontecerem. Ou se evito situações assim como forma de me proteger da frustração. Ou se simplesmente é melhor pensar que foi 'apenas um dia qualquer' e que 'não há nada como um dia após o outro'.

A ver...

PS: salvo maior inspiração futura, não tô nem um pouco a fim de colocar ilustrações nesse post... não vou dar ibope pra esses malfeitores do meu coração hahahaha 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Rejeição - a teoria

Por mais que eu tenha a consciência (no plano racional) de que não deveria me abalar quando alguém que eu quero não me quer... porra, como dói!!!


A depender do momento em que vc está, pode doer mais ou pode doer menos. E às vezes é algo aparentemente banal mas que desperta algum gatilho emocional na sua mente, e aí a coisa sai pior do que deveria. 

Dia desses estava lendo um artigo super interessante: um leitor perguntava como deveria manifestar interesse após o 1º encontro com um cara, mas sem se colocar numa posição 'vulnerável' (como se estivesse do lado 'mais fraco'). Como se o fato de mostrar interesse te colocasse nessa posição e, caso o outro também não demonstrasse, vc ficaria 'marcado' na história como o looser (perdedor). 

O leitor colocava sua angústia (muitíssimo conhecida de todos nós, diga-se de passagem) sobre como o mundo da paquera virtual gay costuma ser cruel, com as pessoas fazendo jogos e mais jogos e ninguém tendo coragem de se posicionar e avançar para algo mais concreto.

O escritor conclui dizendo que prefere ver esse "jogo" da paquera não como um jogo propriamente (que pressupõe a existência de ganhadores e perdedores), mas mais como uma "dança", na qual por vezes os parceiros conseguem interagir de forma sincronizada, mas em outras, não.


Ele incentiva o leitor a deixar claro seu interesse (ele próprio diz que já no 1º encontro deixaria claro o interesse por um 2º, caso fosse esse mesmo seu sentimento). Se o parceiro demorar a responder, não mostrar interesse, ou mesmo disser um "não rola", bem... IT IS WHAT IT IS! Simples assim. Ou seja, vc não perde nada em mostrar interesse. Mostrar ou não mostrar não tem o condão de alterar o interesse do outro (que na maioria das vezes já está formado previamente).  

A gente não deveria levar isso pelo lado pessoal. E sabe por que? Pense de forma invertida e lembre-se das (várias) vezes em que vc disse "não rola". Provavelmente vc agiu assim porque simplesmente não se interessou pelo cara, e não por alguma característica bizarra ou medonha que ele pudesse ter. Simplesmente não rolou química, não rolou atração, não rolou interesse. E quanto tempo levou para vc se dar conta de que não tinha interesse? Quase tão rápido quanto votar na urna eletrônica, hehe...


IT IS WHAT IT IS! bitch 



Quando acontece conosco, tendemos a significar a rejeição como algo maior do que ela é. Como se tivéssemos alguma falha ou defeito muito grande que justificasse a falta de interesse do outro. Mas de novo, invertamos a equação e, ao mudarmos de lado, veremos que não é bem assim.

Em suma: o que vc sofre é exatamente o que faz os outros sofrerem. [é nessas horas que sinto falta de um emoji pra representar um 'tapa na cara', hahahaha]

E é impressionante como tua mente [ou o universo, se preferir] te faz se lembrar, a cada situação onde vc reclama que está sofrendo, de outra situação muito parecida na qual vc esteve do outro lado. Acontece muito comigo. Insights... [e novamente, cadê a porra do emoji pra representar o tapa na cara...]

Incrível também como os interesses são nossa grande roda motora. Soa inclusive bem egoísta colocar as coisas nestes termos. É o nosso interesse particularista que faz a gente tirar a bunda da cadeira e correr atrás daquilo que queremos com impressionante determinação, movendo montanhas se preciso for.

Mas sem interesse... aahh minha colega... não movemos a unha do dedinho do pé... não esticamos o dedinho pra mexer no celular. Sequer lembramos de que há uma outra pessoa nos desejando ardentemente e ansiando por uma simples mensagem no celular. Cruel né? Mas é assim. 

Eu acho que também ajuda se pensarmos que a regra geral da vida é a do desencontro. Desencontro dos desejos, das expectativas, das afinidades, dos momentos de vida. Por mais triste e revoltante que possa parecer, faz muito mais sentido do que partir do pressuposto de que a regra é o encontro. E a vida tende a ser dura, ninguém nasceu com "direito" à felicidade (por mais que nossos pais nos tenham prometido isso ou mesmo a mídia bombardeie esse tipo de ideia na nossa cabeça).

Agora... será que esta minha análise é muito imediatista? Será que, ao conceber as coisas de maneira tão rápida e acelerada eu não estaria "abortando" inúmeras possibilidades de histórias interessantes? O interesse em alguém pode ser manifestar de forma lenta e gradual?

Honestamente, não tenho essa resposta pra te dar, querido leitor! :) Quer me ajudar a pensar? Eu adoraria!

Obviamente eu não quero generalizar e dizer que isso é uma regra única e universal. Todos conhecemos histórias de pessoas que foram se interessando gradualmente ou até mesmo depois de brigarem ou de terem um estranhamento inicial. Mas acho que a "teoria" que tentei descrever acima funciona pra grande parte das histórias, especialmente nesse universo da paquera virtual e de um mundo extremamente acelerado... o 'tal' mundo da modernidade líquida.

De qualquer forma, vamos deixar essa brecha para outras possibilidades. É sempre bom ser surpreendido.

Feita essa ressalva, vamos tentar continuar a visão pragmática das coisas: como sair desse ciclo? Tem como?

Eu, particularmente, não quero sofrer assim. E também não tenho intenção nenhuma em fazer os outros sofrerem.

Fiquei pensando em como poderia responder à pergunta que eu mesmo me fiz. Se isso seria possível, dado que estamos a todo tempo nos relacionando com outras pessoas e que ninguém vai virar celibatário ou se trancafiar em um convento.

Elencaria três possíveis ações:

  • Começaria dizendo que é importante estarmos fazendo constantemente esse exercício de desvincular o "não" recebido de qualquer valoração de nós mesmos. Esse "não", por mais que não o queiramos, nada tem a ver com nosso valor próprio, não deveria abalar nossa auto-estima. Claro, não é fácil, especialmente quando queremos muito estar com alguém. Mas parece ser da loteria da vida... temos pouco controle sobre nossos desejos (assim como os outros também não tem).
  •  Resiliência é uma palavra que também cabe aqui. Uma definição básica pra ela: "é a capacidade de suportar ou se recuperar de situações difíceis. Saber que não seremos destruídos significa que estamos mais à vontade com o risco e a incerteza, então provavelmente somos mais eficazes e podemos viver a vida com positividade, apesar dos reveses que encontramos." Resiliência é uma competência que pode [e deve] ser treinada e aprendida. 
  • Por fim, tentemos aplicar aquela famosa regra: não fazer com os outros aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco. Caso não tenha interesse em alguém, tente ser o mais objetivo possível, sem necessariamente ser rude ou estúpido. Deixe as coisas claras o quanto antes, assim a pessoa não terá falsas esperanças e tenderá a levar o "não" recebido de forma mais racional e menos pessoal.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Cristalizados

Essa semana me vieram alguns insights sobre como muitas vezes podemos estar cristalizados em determinada posição, hábitos ou comportamentos e, de repente, nos darmos conta de que é difícil sair deles.

A tal "zona de conforto"... 

Vejo muitos gays solteiros que se alinham fortemente aos amigos, formando turmas fortes e que estão sempre juntos fazendo as coisas. Exuberantes manadas e alcatéias! rs... [eu me encaixo aqui]



Eu fiquei pensando em como pode ser difícil pra alguém que está acostumado a andar em turma de amigos de repente mudar essa rotina e passar a namorar alguém. Sair de uma dinâmica coletiva para embarcar numa dinâmica mais a dois.

Eu não devia dizer isso, mas a pergunta me veio quando vi uma foto do Asher no insta com alguns amigos dele. Pensei comigo: 'será que ele conseguiria começar um namoro quando parece tão confortável e acostumado a estar com os amigos?' E na hora senti que seria uma empreitada difícil (mas claro, só tenho minha intuição como balizadora... tudo bem que ela é meio obsessiva e fatalista rs...)


O quão as pessoas estão dispostas a fazer isso?

É uma indagação mesmo... não acho que haja uma resposta só e tudo vai depender de vários fatores. A empolgação inicial da paixão pode fazer com que a pessoa mergulhe numa história como um avião kamikaze. Mas isso dura?

Se não há tanta empolgação no começo, acho pouco provável que a pessoa vá se dispor a sair da sua zona de conforto e entrar numa nova história romântica. E tende a surgir um conflito entre dois mundos aparentemente distintos e inconciliáveis. 

Curiosamente, o Mário até que tá conseguindo uma interação interessante entre estes dois mundos. Depois de muita resistência, finalmente assumiu o namoro com o boy com quem fica há mais de um ano.

Mas como eles se conheceram na TW, o boy tá acostumado e curte o esquema coletivo a que nós estamos entregues nos últimos anos e agora ele é praticamente da turma, está sempre conosco, um querido!!! E essa conciliação é muito mérito dele também. Então eles têm os momentos a dois deles [que pode inclusive envolver terceiros rs...] mas em outros momentos estão com a turma. E ainda sobre espaço pras putarias individuais de cada um. Eu não sei onde arrumam tanta energia e disposição, rs...

Já um outro amigo nosso, da mesma turminha, está todo apaixonado por um cara e, pelo visto, perderemos o passe dele nos próximos meses. Há um tempo atrás eu ficaria chateado. Eu sempre tive asco daquelas pessoas que somem quando passam a namorar. Particularmente me sinto atingido, isso me dispara algum gatilho emocional de rejeição. Amigos que eram próximos e que conviviam contigo "de repente" não tem mais tempo pra você e encontrar com eles fica quase impossível.

Mas eu tenho tentado encarar a situação de forma mais racional, inclusive controlando esse gatilho, pra ele não disparar e me deixar puto da vida.

Definitivamente, parece que mudei de lado né? hahahaha muito irônico isso... agora tô do lado dos que querem namorar e fico analisando as dificuldades e empecilhos pra conseguir isso (e confesso que ando bem desanimado quanto às perspectivas...).

domingo, 29 de outubro de 2017

Começando um relacionamento

Pessoal, me digam, sem enrolação: O que é preciso "levar" na bagagem para começar um relacionamento?


Será que você precisa estar bem apaixonado desde o começo da história? Ou se houver pelo menos um mínimo de conexão, isso já seria o suficiente pra engatar a 1a marcha e dar a partida?

Nesses últimos dias esse questionamento me veio forte. Reencontrei, por acaso, um cara com quem passei um final de semana super bacana, o sexo foi ótimo, mas não chegou a me empolgar tanto a ponto de querer dar sequência. Ainda assim, tivemos vários pontos de afinidade.

Nós voltamos a conversar pelo app e a conversa fluiu muito bem, ele é muito inteligente e sensível. Quando nos percebemos no app, ele me escreveu:

"Nosso encontro foi muito especial pra mim. Me ajudou a sair de uma fase muito ruim. Tô passando por um momento de muitas mudanças, reflexão e de bem comigo mesmo. Queria poder compartilhar um pouco disso contigo. Muito curioso também pra saber como você anda e o que tem passado." 

À época ele dividia apto com um amigo. Perguntei se ainda estava morando lá e ele disse que havia se mudado pra um apto menor e que agora morava sozinho. 

"Cheguei num momento da vida que eu preciso ter meu espaço. Ter as minhas coisas. E a partir daí, me preparar para encarar um relacionamento sério." 

Essa última frase da conversa ficou ecoando na minha cabeça. Tentei me imaginar sendo essa pessoa com quem ele tentaria encarar um relacionamento sério. E não conseguia me sentir à vontade naquele papel. 

Acho que já deve ter acontecido com todo mundo: vc reencontra alguém com quem já ficou, na hora dá uma certa empolgação e vc se pergunta: puxa, mas pq não ele? Pq não tentar? Pq não dar uma chance. 

Daí dois dias depois saímos pra tomar um café. Quando o vi, eu realmente não me senti impelido a ficar com ele, por mais que o sexo tivesse sido bom. Isso me deixou chateado, porque se tiver de esperar ter as tais borboletas no estômago pra começar um relacionamento... puts, acho que tô bem ferrado na vida. 

Por outro lado, eu vivo bem sozinho, tenho meus amigos, curto minha própria cia, e sinceramente, não acho que deva entrar em um relacionamento simplesmente para não ficar sem alguém. Fazer isso me parece uma cilada. 

As poucas vezes onde tentei insistir sem estar muito a fim, foi meio desastroso. Eu me desesperei em pouco tempo e ainda machuquei a outra pessoa. 

Que bom que o tempo nos traz maturidade e aquilo que o poeta João Doederlein chamou de "responsabilidade afetiva" (sigo o insta dele @akapoeta  - é show de bola, recomendo!).

Na hora de me despedir dele a gente quase de beijou, foi por muito pouco. Mas eu não quis, e não porque me achasse melhor, simplesmente porque não senti vontade o bastante e percebia que a intenção dele era maior do que a minha. 

E se iremos inevitavelmente frustrar alguém, que seja pela honestidade e não pela dissimulação ou incapacidade de dizer 'não'. 

Há muitos anos, um antigo terapeuta me provocou dizendo assim: 'Mas vc nunca leu um livro que só foi começar a ficar bom lá pela página 40?'

Olhei pra ele meio que encantado com a argumentação. Só que até hoje nunca funcionou comigo. Claro, conheço histórias de casais que foram, de certa forma, "forçados" a ficar juntos e que, depois de umas tantas, passaram a gostar, se adaptaram e se entenderam. Mas em um cenário onde vc não precisa, me parece difícil algo assim se concretizar. 

E a minha cabeça fica ainda mais confusa quando vejo as pessoas em geral entrando em relacionamentos com aparente facilidade. E casais que continuam juntos apesar de, ao menos aparentemente, não valer mais a pena (claro, essa análise é a gente que faz, baseado no que consegue captar).

Parece até meio automático, como a gente fosse se matricular na academia ou no curso de inglês e passasse a frequentar. Fora os famosos "serial monogamists", que me dão completamente nos nervos hahahahaha (sim, já falei aqui que tenho um pouco de inveja deles).

Provavelmente vou continuar sem uma resposta definitiva pra essa questão. E essa resposta nem deve existir. Acho que as futuras experiências talvez me mostrem possíveis caminhos. O mais importante é perceber quando estiver frente a uma oportunidade e tentar não deixa-la escapar.

E novamente... tenho de dar uma suavizada na expectativa... reconhecer e aceitar que muitas das coisas na vida não acontecem necessariamente no nosso tempo, e que, quando for esse o caso, há de se ter um pouco de paciência e resignação. Não adianta brigar e maldizer o universo, só vai te fazer gastar energia de forma desnecessária.
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Decidi voltar neste poste depois de publicá-lo na página que o Blog tem no Facebook e acrescentar algumas outras ideias. 

Tive respostas incríveis, maduras, que me fizeram pensar que, resumidamente, pode haver dois caminhos:

  • aquele em que vc está bem apaixonado e "naturalmente" embarca numa história;
  • outro mais lento, onde os dois vão se conhecendo e a vontade de ficar juntos vai crescendo e se consolidando. 
O 1o talvez seja mais espontâneo e o 2o talvez exija mais paciência.

A euforia do 1o caminho não garante necessariamente a continuidade.

A 'aposta' do 2o caminho, apesar de mais arriscada no começo, pode garantir no futuro vínculos mais estáveis e duradouros. Mas também não há garantias aqui, pois a coisa pode não engrenar no começo mesmo.

De qualquer forma, alguns responderam que sim, entrariam num namoro ainda que não estivessem completamente apaixonados e que se dariam esta chance. Muito interessante ler os relatos.

Conclusão: estamos sempre, em alguma medida, fazendo apostas, com a única certeza de que não há garantias - por mais que estejamos conscientes da situação e supostamente embasados na nossa decisão. E a decisão de tentar e começar o relacionamento é só a 1a de muitas outras que se sucederão (Pode parecer muito óbvio o que estou dizendo - mas na prática é bem mais complicado discernir porque vamos vivendo as histórias ao longo do tempo - não se trata apenas de um único evento isolado no tempo e espaço).

O que me dá certo alívio é ver que, pelos relatos colocados, as coisas não parecem ser tão deterministas quanto eu às vezes as imagino. É uma visão para eu testar na minha própria vida, inclusive.

A ver.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Danoninhos

[Esse texto deveria ter sido finalizado em julho, mas não consegui... segue então agora, em setembro, o relato daquela semana movimentadíssima...]




E essa semana minhas FLEX features foram testadas ao máximo. Acho que vocês já devem ter percebido que o fluxo nos aplicativos de pegação varia bastante. Às vezes vc faz um puta esforço pra não dar em nada... já em outros momentos, a oferta é tanta que vc quase não dá conta. 

Enfim, é saber gerenciar a ansiedade pros momentos de vacas magras e a saúde física pros momentos de abundância. Essa foi uma semana do tipo "que abundância meu irmão!" - uma safra rara e deliciosa de danoninhos!

Começou num sábado, com o Gerson, um jornalista recém chegado de Brasília que me abordou no app, praticamente no cio, desesperado por uma foda.

Coincidentemente eu havia acabado de chegar da academia, e ele também. Ele tava no apto dele batendo uma, quase gozando, quando emendamos o papo. Eu tava num puta tesão tbém e a conversa fluiu muito rapidamente. Trocamos fotos, curtimos e eu falei pra ele ir lá pro meu apto.

O tesão do cara era tanto que nem houve muito daquela enrolação normal que há nos apps. Dez minutos depois tocava meu interfone.

Gérson, 25, é um loirinho muito delícia, corpo lisinho, mesma altura que eu, chegou e já foi tirando minha camisa e me beijando como se o mundo fosse acabar dali  5 minutos.

A gente trepou no sofá da sala mesmo, nos chupamos, ele começou me comendo, com força e num ritmo cadente. Na sequência, eu meti nele e acho que ele tava mesmo era a fim de ser fudido, pq nessa hora ele começou a gemer ainda mais e que bom, dava pra ver que ele tava curtindo muito. Ele ainda me comeu mais uma vez depois e finalizamos os dois gozando na mão mesmo, pq a gente já não aguentava mais esperar, hehehe...

Terminamos os dois jogados no sofá, molhados de suor e felizes por ter aliviado o tesão daquela forma tão boa e inesperada. 

Na terça à noite, após a academia e o jantar, eu tava lá no sofá de bobeira e entediado... daí me chamou no app o Mateus, um estudante de química de Fortaleza que tava num hostel duas ruas abaixo da minha. 


Engatamos o papo, ele é um geek bem charmosinho, tímido, fala mansa... Mas mesmo tímido, a conversa fluiu bem e ele topou dar um pulo lá no apto. 

Mateus faz aquele tipo mais magrelo, espichado, lisinho também...22 anos. E, diferente do Gerson, nossa foda começou tranquilamente, sem aquela sofrência e pressa... beijamos mais, fui tirando a roupa dele com mais calma... e começamos a curtir ali no sofá mesmo... 

Talvez por ser mais novinho e não tão experiente, ele deixou que eu conduzisse todo o processo... e eu, sendo ativo ou passivo, gosto de conduzir e sei fazer isso bem. Ele já tinha falado no app que curtia mais ser passivo e já tinha ficado claro qual papel me caberia.

E olha, surpreendentemente, essa foi uma das fodas onde mais curti ser ativo... metemos muito, por muito tempo, em várias posições, e mesmo ele sendo uns 20 cms mais alto do que eu, isso não foi um problema (eu sempre fico meio inseguro a princípio quando meto em caras mais altos). 

Nosso encaixe foi perfeito! Mesmo quando ele veio por cima, e cavalgou, curtindo todo meu pau dentro dele... Ele gozou muito gostoso, e eu gozei pela 2a vez, na sequência. 

O trio de petit suisses ficaria completo na 5a feira, com outra foda agendada via app.


Breno, estudante de medicina,  23 anos, recém descobrindo as picardias do sexo gay.

O Breno é um metedorzinho bem marrento. Todo machinho. Sexo com homens é recente pra ele, nem um ano desde a 1a vez e ele ainda sai com meninas também.

A gente se deu bem, acho que deixei ele tranquilo, porque ainda é um garoto cheio de encanações e receios (como eu também já fui um dia). Nossa foda foi ótima, um encaixe muito tesão (apesar de que ele poderia ter sido um pouco mais cuidadoso na hora de meter... mas isso era previsível também hehe e esses pequenos contratempos a gente vai administrando e corrigindo) e eu realmente quis vê-lo de novo e daí nos encontramos mais duas vezes, na sexta e no domingo.

Duas coisas me chamaram a atenção: o beijo dele é fechado, um pouco travado - e eu, que sou beijoqueiro, me incomodei um pouco com isso, pois queria ter curtido e aproveitado o beijo mais.

A outra coisa foi que, no encontro de sexta, a gente começou a trepar e ele gozou super rápido... eu fiquei nitidamente incomodado e ele percebeu. Daí expliquei pra ele que era importante considerar o tesão do parceiro, que não é só chegar ali, meter, gozar e virar pro lado. E aí percebi que talvez ele transe assim com meninas e que repita o mesmo padrão com os meninos.

Falei que no sexo gay rolava um pouco mais de reciprocidade (apesar de meu amigo Leandro discordar veementemente dessa tese). O Breno ainda não tinha feito sexo oral em nenhum cara, daí eu disse que assim era bem difícil [e detalhe, os melhores orais que já ganhei vieram de ativos muito seguros na sua sexualidade... continuem assim rapazes!]. Fazer passivo então... estava fora dos planos em absoluto.

O legal desse dia é que eu consegui ter jogo de cintura pra administrar a situação. Meu primeiro impulso foi encerrar o encontro ali, puto da vida q eu tava, e mandar ele embora pra casa (o combinado inicialmente era de que ele dormisse comigo). Ainda bem que eu consegui verbalizar o meu incômodo, nós conversamos numa boa, ele até se ressentiu no começo, puxando a culpa pra si, mas depois entendeu que minha crítica era totalmente construtiva e que havia formas de se remediar o acontecido.

Uns minutos depois, passado o mal estar, engatamos uma segunda foda e aí, ele se focou em mim e em garantir que eu também gozasse. Impasse resolvido, de forma adulta e com um bônus!

Mas o bom do Breno é que ele é um garoto de boa índole, super esforçado na facul e, vendo algumas fotos que ele me mostrou, ficou nítido pra mim que acessar a sexualidade reprimida dele o tornou mais homem, mais sexy, mais viril (as fotos de começo da facul e as de agora são muito nítidas em mostrar essa mudança dele). Sinal que o garoto tá indo no caminho certo e tem um futuro muito promisso pela frente!

O mais interessante de toda essa maratona foi ver como cada um é bem diferente dos demais.

Confesso que o Breno levou o Oscar, hehehe...

Ele tem uma inocência de quem tá começando que me cativou. Conhece quase nada do mundo gay. É espontâneo, sem aquele monte de amarras e máscaras que nós vamos adquirindo; eu fiquei inclusive muito incomodado em me dar conta das inúmeras distorções perversas construídas no mundo gay (e que eu, de certa forma, ajudo a reproduzir).

Foi bom também porque, definitivamente, vi que sei lidar bem com moleques marrentos, sem me intimidar (e isso até me excita um pouco). 

Uma hora estávamos conversando e ele começou a me elogiar: "Huummm... é bonito, gosta de cozinhar, bom de cama. É pra casar."

Eu, sem titubear, e com muita segurança, respondi: "Sou mesmo." (depois fiquei pensando em como isso representa uma mudança pra mim, pois há tempos atrás jamais responderia dessa forma).

Nós tivemos uma troca boa de carinho, coisa que já não rolou a princípio com o Gérson. E eu atualmente tenho valorizado mais isso.

O Mateus, por sua vez, achei meio paradão, meio quietão, e isso não faz muito meu tipo, gosto de alguém que tenha um perfil mais interativo, que não fique só lá meio que esperando vc fazer o trabalho todo... 

Mas claro, se precisar, a gente faz o trabalho toda com satisfação! Afinal:




E novamente, gente muito interessante vai passando pelo seu caminho...

No mais:

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Feriado na função

Legal or illegal, be smart. 
(conselho de um guia numa pré pool party em algum lugar do planeta)


Sou fã da The Week e acho incrível o trabalho empresarial do André Almada, um cara de visão que colocou a casa no circuito internacional, não devendo nada a outras cidades onde a vida gay é incrível, como Madrid, Londres, Nova Iorque ou Barcelona. Os gringos inclusive, quando pisam na TW ficam impressionados e surtados com toda a infra e toda a saliência dos brasileiros, hehehe... ou vocês acham que essa pegação rola assim, fácil, em outros lugares? Garanto que não.


Apesar de um deslize ou outro na organização das festas, há dois momentos especialíssimos no ano, em que os viados do país inteiro fazem romaria a SP. Na semana da Parada (junho) e no 7 de setembro (aniversário da TW). Podemos, nesses dois momentos, esperar festas incríveis, atrações internacionais e um fluxo de gente bonita que te faz achar que o mundo é todo gay.

Claro que eu e meus amigos fomos aproveitar.

A TW já trouxe em outros momentos DJs israelenses e eu passei a ouvir mais o trabalho deles... agora estou completamente apaixonado e empolgado.

Na 5a feira tivemos Sagi Kariv - o príncipe de Tel Aviv.


AAAHHHH, eu tenho uma queda por homens do oriente médio, árabes e judeus... acho realmente que são lindos! O Sagi faz uma linha slim que eu piro... a cor da pele, o rosto fino... my #candyboy!

A 5a foi especial ainda porque tivemos o 'batizado' da Bia, amiga do Mário. Ela é sapa e estava indo pela primeira vez a uma festa destas e claro, ia tomar todos os aditivos que normalmente tomamos. 

Quando a bala bateu, no começo do show do Sagi, ela ficou muito à vontade e curtindo muito tudo o que estava acontecendo. Tanto que tirou a blusa e ficou só de soutien.


Naquele momento eu e meus amigos já tínhamos encontrado meu casal delicioso Laio e Roberto. O Laio, que é super despachado, foi e deu um beijo de língua na Bia. Eu olhei, ri, e não me fiz de rogado, peguei ele e ela e demos um beijo a três. 

O Mário, sempre careta, hehehe, foi lá brincando e acabou com nossa festa... mas eu fiquei abraçado com a Bia, meio que curtindo com ela, inclusive pelo fato de ela ter dado essa abertura (pra mim ela, se ficasse com alguém ali, seria com uma menina).


Os meninos saíram pra andar e nós ficamos ali, nos abraçando, trocando energia, carinho e eu expliquei isso pra ela, que a bala dava essa sensação, que deixava a gente mais amoroso, e que não necessariamente era algo sexual.

Ela concordou e disse que gostava muito dessa troca de carinho. E aí me falou:

"Agora eu entendo por que vcs tiram a camisa na balada"

Eu dei muita risada. Era realmente incrível que uma mulher lésbica (e super tímida no dia a dia) estivesse ali com a gente, num grupo de uns 6 gays e estivesse vivenciando tudo isso conosco. 

Essa mesma troca de carinho (e de tesão também, claro) eu tive novamente com o Laio e Roberto, eles estavam muito amorosos e nós nos curtimos. A umas tantas Laio me disse: "saudade da tua cama". [deve vir repeteco por aí nos próximos dias, hehe]

Uma dose de Gi no começo da festa me abriu a empolgação, até que chegou o show do Sagi e já era momento da bala, que bateu maravilhosamente bem, mas durou menos do que eu gostaria. O show não foi tão bom quanto eu esperava, mas não posso reclamar. Ali estavam presentes todas as coisas de que gosto.

Na sexta fiquei quietinho em casa, descansando, porque queria garantir toda a energia para o sábado, dia do outro DJ israelense, Offer Nissim.

Essas festas são pesadas, usamos muitos aditivos e ao longo do tempo eu venho adquirindo mais parcimônia para não tentar passar do meu limite, e assim, aproveitar ao máximo. Eu já sabia que 3 noites nesse esquema seriam muito pra mim. Na semana da Parada eu já tinha perdido a noite de sábado pq vim numa sequência de festas na 5a e 6a que me deixaram derrubado, gripado e minha resistência baixou tanto, que pela 1a vez, apareceu um pequenino herpes embaixo do lábio (felizmente curado em pouco tempo e nunca mais retornado).

Voltemos então a Offer Nissim - a rainha de Tel Aviv!


Quando ouvi Offer Nissim pela 1a vez, achei que era a pessoa que cantava a música. E achei que fosse uma mulher. Um tempo depois Mario me disse que era um homem e eu levei muito tempo pra refazer a equação por causa do aspecto andrógino dele (que, após certo estranhamento no começo, passei a achar bastante interessante). 


Eu sempre detestei música eletrônica, mas talvez fossem aquelas músicas mais pesadas, sequências instrumentais intermináveis. Agora quando você pega ótimas cantoras, melodias agradáveis, letras interessantes e, melhor, faz remixes de sucessos, aí tudo muda de figura. Offer faz tudo isso de forma majestosa! [veja aqui o meu setlist predileto]

E ainda traz na bagagem duas ótimas cantoras, também israelenses: Maya Simantov e Ania Bukstein. Pra malhar, não tem set lists melhores.



Offer se apresentou no sábado. Minha colega, o que foi essa noite...

Nos aquecemos com Gi e eu encontrei Ígor, meu amigo fervidíssimo de Brasília e toda sua turma... Rapaz... o negócio ali parece um buraco negro, vc entra e não consegue sair... a galera muito animada... eu beijei tanta gente, na sequência, que chegou uma hora que até me perdi... eu ia e voltava, tinha gente que chegava, gente que saía da roda, o Gi batendo na potência máxima, e uma hora eu realmente me perdi um pouco.

Nessa hora falei pro Ígor: 'me leva pra tomar uma coca cola.' Santo Ígor, me tirou dali no momento exato... consegui dar uma parada, uma respirada, ingerir uma boa dose de açúcar e me situar.

Daí veio uma saudade avassaladora do Asher e eu não aguentei, comecei a chorar copiosamente. Tudo ali me lembrava ele e tudo o que eu queria era que ele estivesse ali comigo, que a gente pudesse estar em contato. O Gi deixa minhas emoções muito espontâneas, muito à flor da pele... o Ígor foi super sensível (como sempre é), me acolheu, me ouviu e me deu alguns conselhos.

Eu me recobrei rapidamente e voltamos ao show... pensa que acabou? Não...

Eu comecei a andar, meio que caçando mesmo, vendo se via alguém interessante que pudesse trocar energias (e fluídos). Eis que uma hora troco olhares com um cara bem interessante, branquinho, da minha altura... parei ao lado dele, a troca de olhares continuou... até que uma hora ele chegou em mim e disse: 'meu namorado é esse aqui da frente, você quer beijar a gente?'

Eu dei uma broxada, pq queria ficar só com ele... disse um tímido: "ah... acho que não"... mas também não saí dali, continuei no mesmo lugar... Ainda bem que ele não se fez de rogado, puxou o namorado e os dois me cercaram, começaram a dançar comigo no meio e aí eu cedi... comecei a beijar os dois, virava pra um, depois virava pro outro (no menàge, acabei sendo o hambúrguer entre duas deliciosas fatias de pão pullman).


E não é que a coisa foi ficando gostosa, interessante... a liga começou a se formar, o tesão foi perpassando e eu fui me permitindo também curtir o outro cara... (e no final tava curtindo mais ele do que o 1o cara, pelo qual tinha parado naquele lugar).

Uma coisa bacana aqui é que eu me permiti e deixei que eles ficassem com a mão no meu pau, embaixo da cueca... às vezes me dava timidez, mas logo no começo um deles colocou a mão lá, gostou, riu dizendo que ele era babão (e é, de fato) e ao longo do tempo, vira e mexe eles colocavam a mão no meu pau e ficavam lá... às vezes até davam uma batida de leve... 

Eu fiz o mesmo com eles e foi muito tesão...

Vocês sabem que eu adoro casais... adoro mesmo, curto esse lance de ficar a 3. E esse casal me deu ali exatamente o que eu tava precisando: um mix de pegação e carinho... nos pegamos forte, mas também nos abraçamos, nos acariciamos, mão no rosto, na cabeça. Fiquei ali com eles um bom tempo nessa vibe deliciosa. Nós trocamos telefone e combinamos de em breve nos encontrar na casa deles para uma tórrida noite de sexo. 

Pra fechar a noite, um negro lindo, chamado Marcos, cruzou meu caminho e parou... pense num corpo talhado, e ao mesmo tempo, peludo... ele me perguntou: 'e aí, gosta de uma melanina?' eu ri e disse um "sim" bem convincente, pra ele não ter dúvida. Foi uma ficada deliciosa, porém rápida, pois já estava ali na função há bastante tempo e teu corpo uma hora te lembra disso.


Eu acabei nem tomando bala no sábado, e me ressinto de ter tomado uma dose de Gi a mais da que deveria. Acabei não curtindo o show do Offer Nissim tanto quanto gostaria, foi realmente uma pena... Mas no balanço geral, o feriado foi incrível, intenso, vivenciado no limite com todos os elementos que gosto.

E depois de 11 horas de diversão com os amigos, pegação forte, química e a melhor música eletrônica do planeta, eis que volto pra casa... tomo um banho, como algo leve e me jogo na cama... protetores de ouvido, um comprimido de frontal e o máximo de escuridão possível.

Fiquei meio grogue no outro dia e na 2a e 3a também... senti o baque dessa maratona no meu corpo e na minha disposição pro trabalho e pra malhação. Ainda não me recuperei totalmente.

Então, vou terminar o post fazendo essa reflexão: quando falo aqui de aditivos e de pegação, não quero passar uma imagem romantizada disso... prefiro que quem ler, leia numa perspectiva de que aqui também temos ônus e bônus (como em qualquer outra área da nossa vida). 

Pegar geral é ótimo, principalmente pra quem, como eu, adora beijar.  As experiências com químicos são também incríveis, mas a fronteira entre o bem estar e a colocação pode ser tênue... é preciso aprender como transitar nessa fronteira de maneira menos danosa e menos perigosa... no sábado, uma hora eu realmente senti que tava perdendo o controle da situação... na 5a, outro amigo meu passou um pouco mal por ter tomado dois tiros de key quase que na sequência... e que bom que os amigos cuidam uns dos outros... há uma solidariedade ali de todos que estão no mesmo bote. Isso faz toda a diferença.

Então continuo batendo nessa tecla que de podemos (e devemos) aproveitar os prazeres da vida. Minha escolha tem sido essa nos últimos anos. Mas que possamos tentar agir com um mínimo de parcimônia e sabendo dos riscos e dos ônus que existem. Assim, vc faz escolhas com maior consciência das perdas e ganhos que terá e analisa até onde está disposto a ir.

Basicamente, isso é ser adulto. O resto, é hipocrisia e/ou infantilidade. 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

[Más] influências?

Acho que aos poucos o Mário tá recuperando a espontaneidade comigo e isso é algo que me deixa muito feliz!

Novamente a vida me mostrando, empiricamente, que vale a pena ter um pouco de paciência, dar tempo ao tempo pra algumas coisas se ajeitarem. 

Mário e eu compartilhamos alguns valores na vida em relação, digamos, ao hedonismo e à busca do prazer mundano. Descobrimos isso juntos inclusive, nos últimos anos, e ele foi bem mais a fundo do que eu inclusive.


E essas preferências vem sendo colocadas aos nossos outros amigos de forma cada vez mais explícita. Sinto que isso assusta e/ou choca alguns, seja porque contrasta radicalmente com outro conjunto de valores, seja porque parece algo desconhecido, em relação ao qual as pessoas já tem julgamentos pré concebidos. 

Tivemos duas conversas bem engraçadas pelo whatsapp essa semana que ilustram um pouco isso.

Na 1a, falávamos sobre uma futura viagem em grupo que estamos organizando. Um dos nossos amigos namora e é meio inseguro, tende a controlar o namorado e claro, não compartilha das nossas diversões [confesso que esse comportamento meio errático me irrita bastante]:

HS: ah, ontem falei pro Bruno confirmar ctgo a viagem o quanto antes, pra não ficar de fora.
M: ahhh sim... ele falou comigo. E ontem o Vítor também confirmou que não vai. Claro que a culpa é do Adriano [namorado dele]
HS: hahahaha esse Vítor viu... mto enrolado... dessa vez não vai ter chororô na véspera.
M: ele não assume as indecisões dele.
HS: Pois é... interessante observar a dinâmica dele.
M: Além de ter aê um certo receio de que sejamos má influência pro Adriano... Eu adoro ser uma má influência... hehe
HS: Mário, vc jura que ele tem esse medo?!
M: eu sinto que sim... que o Vítor se sente incomodado e tenso quando o Adriano está junto da gente... fato que não acontece quando ele está sozinho conosco.
HS: que coisa... quer deixar o menino numa redoma. Como se isso fosse alguma garantia kkkk
M: Insegurança.

Como diria Mauro Halfeld, da CBN- 'meu comentário':

[e pior que hoje, sem querer, entrei no insta do Adriano e, pro meu espanto, não tem uma fotinha do Vitor lá... uma sequer... o psicólogo Ronnie Von já nos alertava. Significa? Significa...]

Na sequência, emendamos a discussão sobre outro amigo nosso, Otávio, cujo namorado foi transferido pela empresa para uma cidade bem distante e vai ficar lá por seis longos meses.

HS: e por falar em má companhia... o namorado do Otávio viaja nessa segunda próxima. Podíamos pensar em algo pra outubro, leva-lo numa das festas conosco... Mário, imagina esse menino se atracando com o Laio, por exemplo...
M: ué, vamos tentar levar ele já nessas festas de setembro!!!
HS: acho difícil. Ele provavelmente vai viajar. Não vai ficar sozinho aqui.
M: huuummm... verdade.
HS: ideal seria um fds comum, pq aqui eh mais garantido ele estar...
M: bem, pelo menos pro interior ele não deve ir mais.
HS: kkkkkk isso parece novela do Gilberto Braga hahahaha
M: kkkkk somos a Flora e o Otávio a Donatella?
HS: essa eh do João Emanuel Carneiro hahahaha. Estamos mais pra Maria de Fátima e Odete Roitman e ele pra Raquel Acioly em Vale Tudo hahahaha
M: kkkkkkkkkkk
HS: ai... me senti vilão agora kkkkkk
M: vamos imaginar que somos a Tieta levando Tonha pra sunpaulo.
HS: bicha, a senhora lacra! a senhora tomba!



É intrigante porque o Otávio ama de paixão o namorado, estão juntos há bastante tempo, ele super se dedica à relação (até mais do que o outro). Só que isso não impede o bichinho de morrer de tesão pelos caras bonitos que desfilam pela academia dele (eu brinco com Otávio que ele passou duas vezes na fila da testosterona, pq é impressionante a disposição dele haha).

Eu e o Mário gostaríamos muito que ele conhecesse e experimentasse 'o outro lado da força', a gente acha que ele ia pirar muito e curtir demais (assim como aconteceu conosco). Vamos fazer algumas tentativas, alguns convites mais incisivos, mas já de antemão acho que as chances são poucas.

Acho que ele se sentiria mal fazendo isso e é super careta quanto às químicas. Ainda que a gente tenha praticamente certeza que o namorado vai aprontar bastante longe do olhar [mais que] vigilante do Otávio - cá entre nós, acho que era tudo o que ele mais queria... mas aê já é um pouco de maldade minha...e ciúme do amigo também...